De “todos os maçons do mundo”: “Obrigado, Francisco”

Todos os maçons do mundo se unem a um pedido do Papa pela “fraternidade entre pessoas de distintas religiões”. A mensagem que os maçons espanhóis enviaram a Francisco está realmente cheia de entusiasmo e agradecimento.

 

Infovaticana, 21 de janeiro de 2019.

[https://infovaticana.com/2019/01/21/gracias-francisco-de-todos-los-masones-del-mundo/].

Tradução. Bruno Braga.

 

Todos os maçons do mundo se unem a um pedido do Papa pela “fraternidade entre pessoas de distintas religiões”. A mensagem que os maçons espanhóis enviaram a Francisco está realmente cheia de entusiasmo e agradecimento.

O texto, no qual se destaca a identidade de visões sobre o que Francisco afirmou na mensagem de Natal, foi retuitado pela Grande Loja da Espanha.

“Em sua mensagem de Natal, desde a sacada central do Vaticano – escrevem os maçons do Grande Oriente da Espanha -, o Papa Francisco pediu o triunfo da fraternidade universal entre todos os seres humanos: ‘O meu desejo de Feliz Natal é um desejo de fraternidade. Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas. Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitarem e de escutar os demais. Fraternidade entre pessoas de diferentes religiões. Jesus veio para revelar o rosto de Deus a todos aqueles que O buscam. E o rosto de Deus se manifestou em um rosto humano concreto. Não apareceu como um anjo, mas como um homem, nascido em um tempo e em um lugar. Assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus nos indica que a salvação passa pelo amor, a acolhida, o respeito de nossa pobre humanidade que todos compartilhamos em uma grande variedade de etnias, idiomas, culturas’ […] ‘mas todos irmãos em humanidade. Portanto, nossas diferenças não são um prejuízo ou um perigo, são uma riqueza. Como para um artista que pretende fazer um mosaico: é melhor dispor de peças de várias cores do que de poucas!'”.

Com o objetivo de enfatizar a importância dos conceitos apresentados por Francisco, a Grande Loja da Espanha acrescenta: “as palavras do Papa demonstram quão longe está a atual Igreja do conteúdo da Humanum genus (1884), a última grande condenação católica contra a Maçonaria”.

Na Encíclica Humanum genus, o Papa Leão XIII condenou sem meias palavras a Maçonaria, acusando “o grande erro moderno do indiferentismo religioso e a paridade de todos os cultos”, uma atitude que o Pontífice da época definiu como uma via muito oportuna “para trazer a ruína de todas as formas de religião, e especialmente da religião católica, que, como é a única verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões”.

A declaração de estima de parte da Maçonaria ao Papa é notícia, mas não surpreende. Depois de Paulo VI, Jorge Mario Bergoglio (que é sócio do Rotary Club desde 1999) é decididamente o Papa mais apreciado pela Maçonaria internacional.

João Paulo II e Bento XVI foram muito criticados pelos maçons, enquanto o Pontífice argentino recebeu vários elogios da Maçonaria, tanto na Europa quanto nas Américas. Certamente virão mais elogios, já que o Papa se dispõe a participar em Abu Dahbi, no princípio do próximo mês de fevereiro, e convidado pelo xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, do encontro inter-religioso internacional sobre a fraternidade humana, tema que sempre foi importante para a Maçonaria. Ao longo dos anos, Francisco recebeu manifestações de estima e simpatia, inclusive dos maçons italianos. Por exemplo, anos atrás, Gustavo Raffi, Grão-Mestre do Grande Oriente da Itália, disse aos milhares de irmãos reunidos em uma conferência: “Basta olhar para o interior desses muros que separam a Itália do Vaticano para compreender que algo está mudando. Observamos com atenção e respeito como este Papa está acelerando os tempos de uma mudança histórica dentro do horizonte das estruturas tradicionalmente relutantes em acolher os fermentos da inovação. Como reflexo, sua influência irá repercutir para além das fronteiras das sacristias”.

Para quem quiser ler a Humanum genus de Leão XIII, Encíclica de 20 de abril de 1884, relativa à “condenação do relativismo filosófico e moral da Maçonaria”, aqui está o texto [1]. Texto que termina, é preciso recordar, com uma quádrupla e intensa invocação: à Virgem Maria, para que “contra as seitas ímpias” […] “mostre o seu poder”; a “São Miguel, o príncipe dos anjos celestes, que lançou fora o infernal inimigo”; a “São José, o esposo da santíssima Virgem, e patrono celeste da Igreja Católica”; e aos “grandes Apóstolos, Pedro e Paulo, promotores e defensores invictos da fé cristã”.

NOTAS.

[1]. Cf. [http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_18840420_humanum-genus.html].

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