“O cerco policial do Santuário de Fátima”

Catequese

As grandes tribulações já começaram. Como Jesus teve seu calvário levado ao extremo, mesmo sendo inocente, a Igreja e a Humanidade terão o seu, para que sejam purificadas e Jesus possa voltar dando início a novos tempos.

 

Francisco Lembi

Serviço de Informação Mariana-SIM, 26 de maio de 2020.

 

Penso que ‘o cerco policial do Santuário de Fátima’, ocorrido sobretudo nos dias 12 e 13 de maio, tão mostrado nas redes sociais, foi uma resposta de Deus à atitude traiçoeira, omissa e fraudulenta da Igreja sobre as revelações de Fátima. O Vaticano engavetou a mensagem, por décadas, e quando tardiamente a anunciou (13 de maio de 2000, em Fátima) o fez com um texto “alterado”, como disse ao Raymundo Lopes o próprio Papa Bento XVI, no encontro que tiveram em Castel Gandolfo (Roma), em 17 de agosto de 2010.

O clero local (de Fátima) silenciou-se: isso é com o Vaticano, responsabilidade do Papa, como se não fosse uma questão que afetasse a todos – e não só à cristandade, mas à humanidade, pois as consequências da grave omissão recairiam sobre o mundo. “Não fizeram o que pedi. (…) A Rússia espalhará seus erros pelo mundo (…). A purificação virá de uma maneira que tentei a todo custo evitar.”, disse Nossa Senhora ao Raymundo Lopes (diálogo A Consagração que faltava, livro O Terceiro Segredo – A Vinda de Jesus, pág. 94-95).

A Igreja persistiu em não fazer a consagração da Rússia, achando inclusive que ao citar o “mundo” estaria naturalmente incluindo-a. Não levaram em conta que em Fátima fora pedido menção à Rússia, o que só foi feito por esta Obra Missionária, dirigida por Raymundo Lopes, em 08 de outubro de 2000, dia em que, no Vaticano, João Paulo II repetiu mais uma vez a consagração, novamente sem explicitar a Rússia. Esta mesma Obra Missionária foi a única a levar a público – na íntegra – “A Terceira parte do segredo revelado a 13 de julho de 1917, na Cova de Iria – Fátima”, cuja mensagem central é o retorno de Jesus (livro Por fim o meu Coração Imaculado triunfará!, pág. 215-227; e livro Raymundo Lopes – Uma incógnita dos Finais dos Tempos, pág. 216-228).

Como se não bastasse tudo isso que fizeram, confinaram, isolaram a Irmã Lúcia num carmelo, com fortes indícios de ter sido mais tarde substituída por outra, como se fosse a verdadeira, a fim de manter oculto ao público o real teor da mensagem. Essa “Ir. Lúcia”, quando inquirida sobre o terceiro segredo, abordava-o de forma alterada, enganosa, provavelmente instruída pelo clero que a assistia. Isso sem falar da tentativa que fez o então reitor do Santuário de Fátima, padre Luciano Guerra, incentivado pelo nosso então arcebispo Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo, de impedir que o Raymundo Lopes, juntamente com uma grande comitiva de missionários desta Obra, fosse a Fátima para a sua 7ª Aparição, ocorrida em 25 de julho de 2000, procurando dissuadi-lo da iniciativa, fazendo-lhe inclusive ameaças, mesmo depois de já se encontrar naquela cidade, através de um emissário enviado na noite do dia 24 de julho, no hotel onde havia se hospedado, deixando-o apreensivo1. Mas não lograram êxito.  E ocorreu a aparição de Nossa Senhora ao Raymundo, no dia e hora preditos por Ela (diálogo Fátima – O Retorno da Virgem, livro O Terceiro Segredo – A Vinda de Jesus, pág. 89).

Agora o Santuário de Fátima – sob o pretexto de conter a disseminação da Covid-19 – se viu cercado por grande número de policiais fortemente armados, a impedir a visita de peregrinos na principal data anual de visitação, repercutindo negativamente na receita do Santuário.

As grandes tribulações já começaram. Como Jesus teve seu calvário levado ao extremo, mesmo sendo inocente, a Igreja e a Humanidade terão o seu, para que sejam purificadas e Jesus possa voltar dando início a novos tempos.

Fátima e sobretudo o Vaticano não estarão isentos dessa ação purificadora. Pagarão suas dívidas, como de resto o mundo.

 

  1. Na manhã do dia 25 de julho de 2000, antes de sairmos do hotel para a Praça de Fátima, o Raymundo me chamou em seu quarto para me falar sobre isso. Eu procurei tranquilizá-lo, dizendo-lhe que estávamos sob a proteção de Nossa Senhora e que por isso não tínhamos o que temer. Padre Luciano Guerra, procurando obstaculizar o evento na Capela das Aparições, marcou a celebração de uma missa para as 12 horas naquele local. Porém, como estavam no horário de verão, ou seja, com uma hora a mais no relógio, a missa começou na realidade às 11 horas, e a aparição pôde acontecer em seguida, às 12 horas, como fora previsto.

 

 

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